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A Visão de um fã: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
quinta-feira, maio 22, 2008
Por Anônimo

Por Igor Arume

Muita expectativa foi criada em torno do filme. Fui para o cinema esperando ver um dos melhores filmes de Indiana Jones, afinal, foram 19 anos de espera e durante todo esse tempo muitas idéias boas podem surgir.

As cenas iniciais do filme no galpão da área 51 são muito boas - para mim as melhores do filme - na qual fiquei arrepiado a cada referência aos filmes anteriores como na cena em que aparece a Arca e sua música tema; e Spalko posicionando a mão como se fosse Mola Ram arrancando o coração de Indiana. Após a meia hora inicial, o filme perde o seu ritmo.

As cenas de humor estavam um tanto exageradas. Indiana salvando sua vida de uma explosão nuclear saindo ileso protegido por uma geladeira? Era necessária a cena da queda nas 3 cachoeiras? Aqueles macaquinhos e Mutt pulando nos cipós como se fosse o Tarzan?
Spielberg queria fazer um Indiana Jones estilo filmes B dos anos 50, onde o principal tema são alienígenas. Mas será que Indy precisava disso?

O tema das caveiras de cristal não foi um MacGuffin ideal. Talvez fosse melhor deixar para os Agentes Fox Mulder e Sculy no próximo Arquivo X.

A trilha sonora de John Williams não é tão marcante como as anteriores. Parece que ele não estava inspirado, tanto é que não saí do cinema cantarolando qualquer música do filme.
Até agora eu só reclamei do filme. Vamos às críticas positivas:

O filme recebeu efeitos especiais de primeiríssima qualidade (destaque para a cena da implosão do templo e da explosão nuclear - uma das mais reais já vistas) e para a cena da perseguição na floresta (que infelizmente deixou a desejar no quesito emoção e originalidade) e as formigas carnívoras (apesar de parecem uma cópia descarada dos escaravelhos carnívoros do filme A Múmia).

Os personagens de Blanchett (Spalko), Jim Broadbent (Charles Stanforth), Ray Winstone (Mac), Shia LaBeouf (Mutt) foram uma adição positiva ao filme. O papel de Mutt ficou bem interessante, lembrando a relação entre Indy e seu pai em a Última Cruzada, fazendo o contraste entre juventude x experiência.

Harrison Ford merece destaque: não deixa dúvidas que ele é e sempre será Indiana Jones e sua forma física está excelente. Blanchett também merece palmas pela sua personagem que transmite frieza e sensualidade. Já o personagem de Marion parece que foi colocada lá só para apresentar Indy a seu filho.

Para as novas gerações que não conhecem Indiana, o filme é uma grande opção de divertimento e cumpre bem o seu papel neste ponto. Mas para os fãs que aguardaram ansiosamente pelo filme, ficarão um pouco decepcionados, com uma sensação de "ficou devendo".









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